“PÉROLAS DO SENADINHO”

[“PÉROLAS DO SENADINHO”]

CRIAÇÃO IMORTAL DE EPIDAURO PAMPLONA

“PÉROLAS DO SENADINHO”

CRIAÇÃO IMORTAL DE EPIDAURO PAMPLONA

DEU XABU!

Ou seja: foi uma onomatopeia de estouro fraco de foguete, ou, no popular, um fraco “peido-de-veia”, a votação irrelevante dos candidatos do PT a prefeitos e vereadores nas capitais e municípios da grande terra Tupiniquim. Como referência desta afirmação, em Salvador o candidato do DEM, apoiado pelo prefeito ACM Neto, Bruno Reis, obteve 64,20%, ou, em números, 779.408 votos, enquanto que a candidata, Major Denice, PT, apoiada pelo governador do estado, Rui Costa, conseguiu apenas 18,86% ou 228.942 votos. Em Glória, na Bahia, representando os municípios, David Cavalcanti, PP, conseguiu 58,49%, significando 5.860 votos válidos, enquanto que Cícero da Granja Morais, sufragado com míseros 14,42% e sua votação de 1.445 votos, desceu a ladeira como faz agora o outrora renomado e vestal Partido dos Trabalhadores. “Pior cego é o que não quer ver!”

“DONDE MENOS SE ESPERA, É QUE NADA SAI MESMO!”

Foi o que aconteceu com vários candidatos a prefeitos e vereadores do Partido dos Trabalhadores, alguns até energúmenos, que fizeram questão de se apresentarem nas redes sociais e na mídia de maneira geral, ao lado do ex-presidente Lula e outras personagens ilustres do tempo das “vacas gordas” petistas que, ora, na tentativa de elegerem seus futuros “cabos-eleitorais”, dirigiram-se ao eleitorado, proferindo comentários elogiosos aos concorrentes aos legislativos e executivos municipais. Pelo resultado negativo das apurações das urnas, não esperado pela militância e a cúpula da classe vermelha, o “tiro saiu pela culatra”. No figurado da máxima popular, para a maioria do povo surrupiado, “gato escaldado tem medo de água fria!”

LUTA INGLÓRIA!

Foi a dos radialistas de Delmiro Gouveia-AL e Paulo Afonso-BA, cidades irmanadas,  que tentaram vagas nos legislativos de ambas e ficaram decepcionados com os pífios resultados obtidos. Para alguns neófitos candidatos que, através das ondas do rádio e das redes sociais, faziam ásperas críticas aos vereadores das atuais gestões e também aos prefeitos vigentes candidatos às reeleições, fica a lição que a maioria do eleitorado, muito além das críticas, que saber de projetos e ideias de interesse público, além do mais, sem serviços prestados e sem agente$ ativo$ suficientes para atender à demanda na “cultura politiqueira” do é dando que se recebe, é quase impossível elegerem-se. Neste contexto, fica difícil galgar os degraus dos poderes políticos nesta, ainda, vacilante democracia tupiniquim.

UFA... NA MÍDIA, ANTES DA HORA, O GALO BATEU ASAS E ATÉ CANTOU...

Os nervos dos ouvintes que acompanhavam a apuração voto a voto dos candidatos a Prefeitura de Paulo Afonso, Luiz de Deus do DEM e Mário Galinho, Solidariedade,

ficaram à “flor da pele” à proporção que os sufrágios eram contados, questionados e analisados pelos comunicadores das emissoras de radiodifusão, com a participação das pessoas com suas conjecturas emocionais tendenciosas de acordo com suas preferências, e, algumas, pelo “achismo” de alguns comunicadores, cantaram vitória antes do tempo do concorrente, Mário Galinho, que se projetou na dianteira na área urbana e resvalou abruptamente na área rural, perdendo a eleição com a pequena diferença de 805 votos válidos. “No frigir dos ovos”, é latente a divisão equitativa da sociedade pauloafonsina que espera dias melhores em plena pandemia. O alerta foi dado!

E POR FALAR EM ALERTA...

“O Senhor Diretas”, Ulisses Guimarães, apregoava que é dever de todo governante ouvir as “vozes roucas” das ruas que, nesta eleição, na cidade-luz que não é Paris, foram representadas pelo candidato a prefeito Mário Galinho, do Partido Solidariedade, mecânico de profissão, ora vereador atuante na fiscalização ao Executivo embora sem apresentar soluções palpáveis e exequíveis para suas reclamações, apenas com os pés no chão, literalmente, de porta em porta, através de sua inesperada votação conseguiu expressar o desejo de mudança de quase metade da população nos dias terríveis de pandemia. Certamente, o modus operandi de governar da Situação reeleita requer uma profunda transformação que satisfaça o trinômio político/administrativo/social. No popular... “Quem não faz enquanto pode, nunca fará quando quiser!”             

ADIVINHE QUEM VEM PARA FICAR? 

Por sua história de lutas e de relevante função social nos serviços prestados à comunidade de Paulo Afonso sob à égide da ONGI, Anjos Negros, Evinha Oliveira, do Solidariedade, partido do ex-candidato a prefeito Mário Galinho, irmã germana do renomado causídico, Luiz Neto, ex-candidato a vice-prefeito da mesma agremiação partidária, ingressa como vereadora eleita no retro dia 15 de Novembro, data que se comemorou a proclamação da República Federativa do Brasil. Há muito não se via mais de uma mulher no Legislativo Municipal. Ano vindouro, juntamente com a vereadora Leda Chaves, reeleita pelo PDT, Evinha dará o ar de sua graça no púlpito da majestosa Casa de Cultura Política. Bem vinda!

ELEIÇÕES 2020: “THE AFTER DAY”

“O Dia Seguinte” após as eleições em Paulo Afonso mostrou o grave crime eleitoral/’ambiental cometido por políticos (as), com raras exceções, quando as ruas da cidade ficaram lastreadas de lixo dos “santinhos” dos candidatos oposicionistas e situacionistas. Se as almas dos “sugismundos” e dos seus “cabos eleitorais paus-mandados” estiverem imundas iguais à sujeira que praticaram, certamente, ao deixarem este mundo, estarão no ápice dos “quinto-dos-infernos!” O tempora! O mores! (Exclamação de Cícero, o romano, verberando a perversidade e os maus costumes do seu tempo). Catilinárias,L,1.  

ENRIQUEÇA SEU VOCABUÁRIO

Onomatopéia = imitação do som natural;   sufragado = votado;   vestal  = honesto;   energúmenos = fanáticos;   cúpula = chefia;   neófitos = novatos;   apregoava = ensinava, falava;   exequíveis = que podem ser feitas;   modus operandi = modo pelo qual se trabalha;   trinômio = expressão de três termos;   égide = escudo, amparo;   púlpito = tribuna;   germana = filha do mesmo pai e mesma mãe;   causídico = defensor de causas, advogado;   verberando = censurando.

O bom escritor, necessariamente, não precisa atentar para a gramática dos gramáticos. Ele faz a sua própria dialética gramatical. Julinho de Marlene, (o filósofo da periferia).